A DANÇA É O QUE ME MOVE, É O QUE ME PROJETA AO MUNDO E ME TRAZ PARA DENTRO DE MIM. DANÇANDO EU ME ENCONTRO COM DEUS!" Irielle Louise



Quem Dança é mais feliz e nós do Ballet Irielle Louise dançamos!!!







quinta-feira, 24 de junho de 2010


Não basta ser professora, tem que ser amiga!

Minhas alunas adolescentes representam a diversidade de beleza, talentos, sonhos e tudo o que acompanha o momento de vida em que elas vivem.

De vez em quando, dar aula torna-se uma tarefa impossível perante o estado de espírito delas. Há dia em que elas não conseguem controlar aquela dorzinha no coração que toda adolescente sente, e além das dores musculares, tenho que entendê-las, acolhê-las e ajudá-las a transcender as difculdades que vão muito além da execução dos developpés, dos grand jettés, fouettés...

Então eu me volto para dentro de mim e recordo que um dia também fui adolescente! Hoje eu consigo rir de todo "drama" que vivi e fiz!!! rsrsrs. Mas a dor em cada uma é de um jeito, e o que posso fazer além de escutá-las e motivá-las é compartilhar com elas o que eu vivi e o que aprendi.

Reservo alguns minutos de minhas aulas, pelo menos uma vez por semana, para discutirmos textos, falarmos de nossos sentimentos, medos, angústias e de outros "papos cabeça", ou, "papos furados"..

"- Quero ser livre!"

"- O meu estilo é +"

"- Cada um terá a Rhaíssa que merece!"

"- Mas eu quero estudar em Viçosa!"

" - Supermasterfashion!"

"-Minha mãe não vem ao espetáculo me assistir porque diz que está cansada do trabalho!"

"-Vou fugir de casa!"

" - Loira dramática!"

" - Determinação!"

" - Coca-cola"

" - Chapinha!"

" - Vou casar com o Tom Fletcher!"

" - Será?"

"- Beijo, beijo, beijo!!!"


Assuntos constantes antes e depois das aulas de ballet. Às vezes até durante!!! Os comentários acima e questionamentos permeiam o mundo de minhas alunas adolescentes.

Abaixo deixo um recadinho para todas as bailarinas que vivem esta fase da vida. Escrevi este texto para minhas alunas, e creio que interesse a todas as garotas, principalmente às bailarinas:

Bailarina,

Sei exatamente o que está se passando dentro de você! Pode parecer o maior clichê que existe o que vou te dizer, mas... vai passar!
Todas as dores vão passar! Virão outras, mas... você estará mais forte!

ADOLESCER... Esse verbo que eu nem sei se existe nas gramáticas, significa tantas coisas. E que coisas! Uma dor no peito, deprê, tristeza inexplicável, barriguinha, gordurinhas, cólicas, menstruação, beijo na boca, amizades, fofocas, primeira vez, nota baixa, recuperação, dependência, reprovação, bomba, vestibular.

Ninguém te compreende, ninguém te quer! " - Odeio aquela menina!", "- Amo aquele menino!", é o que se diz.

Se eu for traduzir tudo que está se passado agora com você não vai caber nesta página. (rsrsrsrs)

Mas quer saber? Você é super normal! Essa é talvez a época mais legal da sua vida! Acredite!

Aproveite! Seja leve! Não sofra!

Ame-se! Cuide do seu corpo, alimente-se bem, sem neura. Seja determinada!

Viva intensamente! Não cometa os erros das outras pessoas! Muitas coisas já foram experimentadas por outras pessoas, você não precisa experimentar também para descobrir que o resultado será desastroso!

Não se mate! Não beba bebidas álcoolicas! Não fume! Seu cabelo pode sofrer com isso, seus dentes também!

Não use drogas! Não se deixe escravisar pelas drogas, ou, por paixões!

Não faça marcas em seu corpo das quais você pode se arrepender depois!

Nem todas as certezas são absolutas! Nem todas as amizades serão para sempre!

Seja a melhor amiga de você mesma! Seja diferente! Faça a diferença! Você é única!


Seja você mesma, firme e forte, porém sem nunca perder a doçura!
Não tente ser várias pessoas para dar respostas aos outros. Seja você e ponto!

Os outros que aprendam a conviver com você do jeito que você é!

E não se esqueça, toda ação tem uma reação! À medida de seus esforços e de seus pensamentos virão as suas recompensas!

Até logo!

Beijinhos, beijinhos!!!

Irielle Louise



terça-feira, 15 de junho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010




Olá amigos,

O Ballet Irielle Louise irá reapresentar o espetáculo "Sapatilhas Vermelhas"!!!
Apresentamos nova solista, minha aluna desde 2004, a bailarina Thalita Ramos Cunha.


E desta vez teremos o prazer de nos apresentarmos no Teatro Municipal de Ouro Preto, "Casa da Ópera", com todo seu encanto secular, que ambientará perfeitamente a história que iremos dançar!

Após o jogo do Brasil, no dia 20 de junho de 2010, domingo, venha assistir, às 19:00 horas, nossas bailarinas flutuarem no palco da Casa da Ópera em Sapatilhas vermelhas!

A entrada será franca com distribuição de senhas a partir de 12:00 horas, no teatro.

Esperamos vocês!

Um abraço,

Ballet Irielle Louise
Estúdio de Arte e Dança Irielle Louise
(31) 3551 0683 / 8892 5221
Rua José Barbosa da Silva, 151, Bauxita, Ouro Preto - MG, CEP: 35400-000
iriellelouise@yahoo.com.br
http://iriellelouisearteedanca.blogspot.com/






segunda-feira, 17 de maio de 2010

A Origem da Dança

A Dança. O que dizer da origem da dança? Ainda que se tentem fugir de interpretações subjetivas, o próprio ato de dançar provoca reações físicas no corpo que fazem o espírito desvencilhar-se da materialidade e da artificialidade. E reconhecendo a busca deste estado de espírito - que se pode chamar de transe – encontramos relações com as primeiras manifestações de dança.

A História não possui registros tão precisos para determinar as origens da dança. É possível reconhecer, no entanto, nos registros rupestres, a presença de celebrações através de imagens onde o corpo (representação em desenhos) toma forma de movimentos, e então relacionamos à dança, onde esta tem sentido sagrado, manifestando-se naturalmente, com inspiração individual.

Com a organização coletiva, no surgimento de comunidades e cidades, onde o homem se identifica com seus semelhantes, a dança está presente como parte da vida social. E junto com a organização comunitária do homem, a dança ganha conotação litúrgica, fixa e coreográfica, com requintes de invenção humana.

O homem passa da inocência natural para a consciência de suas habilidades de produzir e criar e, então, o ego humano fala mais alto e a dança vira instrumento de dominação, à medida que cada grupo humano com sua dança que o identifica, impõe a outro grupo as suas características culturais, quando em contato um grupo com outro.

A dança deixa de ser um ato sagrado de gratidão e de comunhão natural com o “espírito” que rege o universo, passando ao ato profano de representação mística inventada pelo homem para justificar sua superioridade em relação á natureza.

Primeiro o homem se afasta da natureza que o cerca e de sua própria natureza e, então, cria através da dança artifícios para religar-se a estas.
Se não havia a escrita, o movimento talvez tivesse uma importância maior que a importância dada pela sociedade contemporânea.

A necessidade de movimentar-se pode ter sido essencial para a expressão e a comunicação cotidiana. Sendo assim, posso considerar a possibilidade de o movimento e a dança terem feito parte essencial na vida do homem pré-histórico.

Devo ressaltar que o homem ocidental tem um ponto de vista, um olhar impregnado de conceitos que determinam a dança como algo esteticamente acabado, esta idéia é determinada por parâmetros ocidentais, por exemplo, a dança clássica.

Se conseguirmos por um instante nos libertar desses parâmetros e reportar-nos ao passado, sem limitar nosso pensamento pelas determinações conceituais contemporâneas, fica possível crer que dançar era puramente um ato natural de expressão, movimento e vida. Assim, podemos supor que o homem pré-histórico dançava mais constantemente do que reconhecemos através dos poucos registros que a História, através da Historia da Arte nos apresenta.

A arte registrou. A História da arte trouxe para a dança as suas referências. Nós, amantes, praticantes, estudiosos dançantes concluímos a partir de nossas experiências e olhares, que Dançar é uma necessidade inerente ao homem!

Irielle Louise de Lima
Artista-docente


Referência bibliográfica: BOURCIER, Paul. História da Dança no Ocidente. Tradução: APPENZELLER, Marina. – 2ª Ed. – São Paulo: Martins Fontes, 2001.

domingo, 16 de maio de 2010











Brincando e Dançando!






















































Com a tia Irielle é assim! A gente brinca, dança e aprende! E somos felizes!!!!
A brincadeira é o caminho mais fácil para aprender. Através do lúdico, entrando no faz de conta das pequeninas, posso ensiná-las com a naturalidade de um mundo onde elas se sentem à vontade.
E então seus músculos se alongam e contraem, sem resistência, medo ou dor. As pontinhas ficam cada dia mais belas, e minhas bailarinas se sentem lindas e elegantes, seguras de si. Ganham equilíbrio, saltam, e esperam a sua vez, assistem às colegas e sabem interagir na hora certa!
Lindas e amadas bailarinas do Ballet Irielle Louise